Do total das 7 milhões de companhias do cenário nacional, 3,6 milhões estão com dívidas em atraso, sendo que 91% das inadimplentes são PMEs. O comércio é o campeão de inadimplência, com 47,2% e o Sudeste concentra 51% das PJs no vermelho
O número de empresas inadimplentes bateu recorde em julho deste ano. Levantamento inédito da Serasa Experian aponta que 3,57 milhões de empresas têm dívidas em atraso e, por isso, tiveram o nome incluído na lista de inadimplentes. O número é maior do que o verificado em julho de 2013, quando foram registrados 3,28 milhões. No mesmo mês de 2012, quando se iniciou o estudo, eram 2,99 milhão de empresas.
De acordo com o estudo, cerca de 50% do total de 7 milhões de companhias do cenário nacional apresenta dívidas atrasadas com credores e fornecedores.
O segmento de PMEs é o que mais impacta o estudo – 91% das inadimplentes são pequenas e médias – uma vez que, no Brasil, 99% das empresas pertencem a este segmento. Segundo dados do Sebrae/Dieese, as PMEs respondem por 52% dos empregos formais no país.
Entre as empresas inadimplentes, o setor mais atingido é o comércio (comércio de bebidas, vestuário, veículos e peças, eletrônicos, entre outros), com 47,2% do total. Em seguida estão as companhias de serviços (bar, restaurante, salões de beleza, turismo, entre outros), com 42,6% e indústria, com 9,1%.
SETOR
PERCENTUAL
COMERCIO=47,2%
SERVIÇOS=42,6%
INDUSTRIA=9,1%
PRIMÁRIO=0,7%
FINANCEIRO=0,1%
TERCEIRO=0,2%
O Sudeste é a região que concentra a maioria das empresas inadimplentes do país: 51%. Em segundo lugar aparece o Nordeste, com 18%, seguido do Sul (17%), Centro-oeste (8%) e Norte (6%).
SUDESTE=51%
NORDESTE=18%
SUL=17%
CENTRO-OESTE=8%
NORTE=6%
Segundo os economistas da Serasa Experian, o quadro recessivo que se instalou na economia brasileira neste ano vem afetando negativamente o ritmo dos negócios e, por consequência, a geração de caixa por parte das empresas. Além disto, a crescente elevação dos custos financeiros (taxas de juros mais altas) e de mão-de-obra (salários crescendo acima da produtividade), impõe maiores dificuldades financeiras, especialmente para as micro e pequenas empresas. Pois estas concentram a maioria dos empregos e são dependentes, quase que única e exclusivamente, do crédito bancário como fonte de financiamento para tocar o negócio.
ai/SERASA/UNO
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