quinta-feira, abril 3, 2025

Demissão : O que o trabalhador deve fazer para evitá-la

por Janete Texeira

Uma pesquisa divulgada na última semana mostra um quadro de pessimismo entre os trabalhadores brasileiros. De acordo com números da CNI/Ibope, 68% dos entrevistados creêm em um aumento do desemprego até setembro. Essa visão pouco otimista se confirma em razão dos sucessivos cortes anunciados por empresas no Brasil depois que a crise veio à tona, no fim do ano passado.

Mas diante de todo esse quadro de instabilidade, qual deve ser a atitude do funcionário? Tentar se manter no emprego, dedicando-se ao máximo às atividades, ou já partir para a busca de uma nova oportunidade?

Para aqueles que estão empregados, o desafio é se manter no emprego, não só se dedicando ao máximo às suas atividades, como procurando inovar, sugerindo formas de otimização de recursos, redução de custos, ampliação de campos de atuação da empresa. Enfim, possibilidades novas para a própria instituição em que se encontra. Porém, não acredito que o profissional deva ficar mentalizando que será demitido.

Esta postura de medo pode acabar gerando uma espécie de “profecia” que termina por se realizar com sua demissão. É importante confiar em seu talento e colocar suas melhores competências em prática no dia-a-dia, sem fazer corpo mole.

Contudo, é lógico que a pessoa deve manter seu currículo atualizado e prospectar novas oportunidades. Pois é importante que o colaborador tenha ciência de suas reais perspectivas no mercado de trabalho, pois assim pode comparar as condições atuais oferecidas pela empresa em que se encontra, em relação às ofertas de contratação que se encontram divulgadas.

Permanecer na empresa ou partir em busca de novos desafios são possibilidades que estão sempre presentes no dia-a-dia do trabalhador. É preciso que ele se aproprie da consciência de que permanecer no atual emprego também é uma escolha dele.

Para quem está precisando, toda hora é hora para procurar emprego. A recomendação entretanto é que aqueles que estão disponíveis no mercado, aproveitem a “calmaria” para dar uma caprichada no currículo e fazer a prospecção de vagas, através do cadastramento de dados em sites de empresas que contratem, através do contato com empresas de Recursos Humanos, enfim, divulgar suas competências ou até quem sabe, criar uma oportunidade de contratação que inicialmente não existia. Não se deve ficar só esperando que surja “a vaga”.

Diferenciais que podem salvar o funcionário de um corte

Se a empresa precisa mesmo fazer o corte, não há como fugir. Mas há pelo menos como deixar o empregador em dúvida quanto à sua demissão. Isto é possível quando:

· O funcionário demonstra, ao longo do tempo, seu compromisso com a instituição e com a realização de seu trabalho;

· O funcionário procura sempre aprimorar seu desempenho profissional;

Quando mostra interesse em realizar novos cursos, aprender novas tecnologias;
Quando contribui para a geração de um ambiente de trabalho harmonioso e desafiador, um ambiente de trabalho criativo e produtivo.

O trabalhador também pode sugerir, inspirar, gerar possibilidades de contratação. O comportamento do mercado de trabalho neste ano ainda permanece uma incógnita. Vamos então acreditar que as ofertas de postos de trabalho irão se aquecer, gerando inúmeras novas contratações para aqueles que estão em busca de oportunidades.

Portanto, nada de se acomodar. Se quiser manter o emprego, mostre que você é imprescindível para a empresa e justifique seu nome na folha de pagamento. Caso pretenda alçar novos vôos, encha o peito de confiança e vá à luta.

Janete Teixeira Dias é coordenadora da área de Gestão de Carreiras da FIAP e da Faculdade Módulo, realizando processo de Coaching com alunos e ex-alunos destas instituições (graduação e pós-graduação). É psicóloga, administradora, mestre em Psicologia Social pela PUC/SP, psicodramatista didata, possui formação em promoção de saúde e qualidade de vida no ambiente de trabalho pela American University/CPH, especialista em Psicologia Organizacional do Trabalho pelo CRP/SP, docente de cursos de pós-graduação e consultora na área de Gestão de Pessoas.

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